COACHING VOCACIONAL

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COACHING VOCACIONAL2018-10-24T17:33:24+00:00

O que é o Coaching?

O Coaching é uma metodologia de desenvolvimento de pessoas que busca mudanças de vida. No processo, o coach (profissional) trabalha as habilidades do coachee (cliente) para que ele conquiste seus objetivos, criando consciência, produzindo motivação, revelando e aprimorando talentos e eliminando forças resistentes. Em outras palavras, o trabalho é fundamentado em quatro premissas: foco, ação, resultados e melhoria contínua.

o que é coaching?

o que é coaching?

Metaforizando: o coachee (cliente) tem um grande diamante enterrado dentro de si, mas sozinho não consegue encontrá-lo. Então, o coach (profissional) o auxilia na sua descoberta, direcionando, fornecendo técnicas e ferramentas, e, por fim, cobrando resultado até que o objetivo estipulado seja alcançado. Vale lembrar que quem realiza todo o processo é o coachee, e não o coach.

Coaching Vocacional

coaching vocacional

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Recentemente, qualquer pessoa com força de vontade e determinação poderia fazer serviços braçais nas lavouras, por exemplo. Com o passar do tempo, o mercado de trabalho se tornou cada vez mais competitivo. O conceito de que “tempo é dinheiro” tem exigido cada vez mais competência, multifuncionalidades, desempenho e, sobretudo, resultados positivos dos profissionais.

Por isso, hoje, para ser um trabalhador com um alto nível de competitividade, o profissional deve analisar suas habilidades e competências, de forma a otimizar seus esforços e o seu tempo. Nesse cenário, um processo de orientação vocacional tem se tornado cada vez mais essencial. O profissional, para ter maiores chances de evoluir e de ter êxito em sua carreira, deverá aliar a sua vocação e habilidades com aquilo que efetivamente desempenha ou busca desempenhar.

Portanto, a Orientação Profissional é o processo pelo qual o indivíduo é ajudado a escolher e a se preparar para ingressar e progredir em uma ocupação (SUPER; BOHN Jr.,1976). Menciona- se que, nos dias de hoje, houve uma grande mudança de paradigma, razão pela qual o processo não se atém apenas a estudantes que vão prestar vestibular, mas alcança, também, adultos interessados em aliar vocação à profissão.

Atualmente o campo da Orientação Profissional passa por um novo estágio: como a dinâmica do mundo é cada vez menos previsível, estabelece-se um cenário de transição que exige das pessoas adaptabilidade e multifuncionalidade e coloca a realização do projeto profissional em um contexto complexo e mutável. Há dois tipos de pessoas que procuram uma carreira profissional: os jovens e os adultos desempregados.

Estes últimos requerem mais cuidado, pois é comum ouvir deles: “aceito qualquer ocupação” ou “submeto-me a qualquer coisa para me manter no emprego”, fazendo com que passem por cima de seus sonhos profissionais, de suas habilidades e aptidões, de seu perfil profissional e até mesmo de sua autoestima, por considerar que qualquer coisa é suficiente.

coaching vocacional pos modernidade

coaching vocacional pos modernidade

Como Guichard (2001) assinalou, é necessário esclarecer para o indivíduo o impacto da ideologia da pós-modernidade, que transforma o vínculo do homem com o trabalho e com a sua produção social, trazendo mudanças profundas que se contrapõem amplamente aos modelos e aos sentidos que o trabalho teve até então para a humanidade.

Harvey (1993) observa que as transformações vertiginosas do mundo atual fazem com que o homem caia em uma cultura de sobrevivência. O que passa a importar é o modismo e o passageiro, o que afeta o homem em sua produção, em seu trabalho nas organizações e nas próprias políticas organizacionais. A nova orientação profissional deve ser flexível e estratégica devido às novas demandas e às realidades que se apresentam. O mundo capitalista está em constate transformação. Por conta disso, os profissionais devem estar acompanhando e atualizando-se constantemente.

Atualmente, o mercado de trabalho dispõe de uma grande gama de variedades, quesurgem pela demanda da sociedade ou por tendências. Em meio às várias opções, o jovem precisa ter o conhecimento de cada uma delas, cabendo à escola ou ao orientador explicar às diversidades dos segmentos profissionais, bem como conscientizar o jovem das renovações e atualizações do mercado de trabalho.

Ilustrando essa situação, oportuna é a transcrição de LEHMAN (2010), “recordo o que disse certo aluno de engenharia mecânica: ‘A área está acabando… Agora é só eletrônica’. Dois anos depois, nasceu a mecatrônica”. Motivos para buscarem a Orientação Vocacional Durante a adolescência, o jovem está definindo sua identidade: quem ele quer ser e quem ele não quer ser; considera a futura escolha profissional a partir de seus interesses, do que gosta e o que pensa ser possível realizar (SOARES, 1988; GINZEBERG et al., 1951, citados por LEVENFUS, 1997b). Durante o processo de Orientação Vocacional, essas referências podem ser diretas ou indiretas, claras ou confusas, no passado ou no presente.

Seguem alguns exemplos dos motivos pelos quais escolhem suas profissões:

coaching vocacional

coaching vocacional

• Nomeia profissão: escolhem, sem muito embasamento, de acordo com determinada profissão ou área do conhecimento. As falas mais comuns são “Eu gosto de Psicologia”, “eu quero Fisioterapia”, “penso mais em Engenharia Civil”.

• Não nomeia profissão: descrevem as atividades que lhes agradam ou que dizem respeito à suas habilidades e preferências. As falas mais comuns são “Eu gosto de analisar as coisas”; “sempre gostei de esportes”; “adoro coisas de decoração”; “gosto de lidar com pessoas”; “eu gosto de computador”.

• Área: escolhem a profissão por determinada área do conhecimento. As falas mais comuns são “É na área de comunicação o que eu quero”; “se fosse uma área exata, eu buscaria mais uma área da engenharia”.

• Sonhos: escolhem a profissão de acordo com sonhos pessoais ou até mesmo profissionais. As falas mais comuns são “Quero poder tirar as crianças da rua”; “meu sonho é traduzir novelas”; “eu quero ser rica como todos os outros”.

• Gostava de: escolhem a profissão de acordo com a vontade de criança. “Quando eu era criança, queria ser veterinária para cuidar dos bichinhos”; “eu queria Medicina quando era pequena”.

• Não gosto de: deixam de escolher a profissão por meio de suas preferências e/ou resistências. As falas mais comuns são “Nenhum desses dois eu gosto muito”; “Química não é o que eu gosto”.

• Descarta o que não quer: escolhem a profissão por meio de uma seleção, que descarta, desde logo, aquilo que não lhes agradam. As falas mais comuns são “Eu fui descartando as outras que eu não queria”; “peguei todas as profissões e comecei a descartar tudo aquilo que não gosto”; “essas foram as poucas coisas que sobraram”; “eu não quero Medicina e também não quero Engenharia”.

• Visão Negativa: deixam de escolher por determinadas profissões pela dificuldade do processo de formação, pelo tempo da graduação, ou até mesmo por aspectos negativos que a profissão tem. Há um foco exacerbado num aspecto negativo. “Não quero ser médico porque tem que estudar muito”, “não quero ser professor porque não é bem remunerado”, “não vou ser advogado porque não gosto de ler”.

Os exemplos acima mencionados são marcados por uma decisão firme (querer ou não querer, gostar ou não gostar, fazer ou não fazer). Entretanto, o que mais assombra os jovens é a dúvida entre esta ou aquela profissão. Isto porque, na visão deles, é o momento crucial de tomar uma decisão que tem o potencial de definir todo o seu futuro.

coaching vocacional

coaching vocacional

O sentimento de dúvida é uma condição adquirida, um sinal de maturidade, pois pressupõe capacidade de suportar ambivalência frente ao objeto. (LEVISKY, 1995; LEVENFUS, 1997e). As dúvidas sobre a escolha profissional costumam aparecer conforme
os seguintes modelos:

• Dúvida entre duas possibilidades: há indecisão entre duas matérias, dois ramos, duas profissões assemelhadas ou não. As falas mais comuns são “Eu gosto de Publicidade e de Artes Plásticas”; “estou entre Medicina ou Psicologia”.

• Dúvida entre mais de duas possibilidades: há indecisão entre várias matérias ou carreiras, que podem ou não se assemelhar. As falas mais comuns são “Estou indeciso entre Relações Públicas, Publicidade e Jornalismo”.

• Dúvida total ou indecisão: é a situação mais preocupante, pois não há um parâmetro ou um norte a ser seguido, o que pode conduzir o jovem a tomar um caminho mais fácil ou que não seja condizente com suas habilidades e aptidões. Aqui é comum que os jovens sintam medo ou tenham traumas, por não se sentirem seguros ou maduros para tomar uma decisão tão importante. As falas mais comuns são “Nunca consegui saber se queria uma área exata ou uma área humana”; “estou completamente em dúvida do que eu quero”; “não tenho a mínima ideia”; “estou bem dividida”; “ainda não sei bem direito o que eu quero”.

Embora a tarefa de escolher possa parecer difícil num primeiro momento, o jovem bem preparado é capaz de fazê-lo mediante o balanceamento maduro entre os prós e os contras de sua possível escolha profissional. Para aqueles que não têm noção de qual rumo profissional seguir, que estão em dúvida ou que não estão totalmente seguros de sua decisão, o coaching vocacional é o meio idôneo para orientar os jovens (ou até adultos) a aliar sua
vocação à sua profissão. Isto porque proporcionará autoconhecimento, autorresponsabilidade e planejamento a curto, médio e longo prazos.

A orientação vocacional também pode ser utilizada por aqueles que já têm uma decisão tomada a respeito de sua profissão, pois o coaching se trata de um processo com resultados no futuro, que pode ajudar o cliente a otimizar seus resultados, a traçar o caminho mais curto e eficaz até a obtenção do objetivo ou a planejar os passos necessários a serem dados.

Motivos que influenciam negativamente na escolha da profissão Na escolha de uma profissão, há fatores, principalmente externos, que têm o potencial de influenciar positiva ou negativamente o jovem em sua decisão. Os principais fatores negativos que ainda exercem influência sobre os jovens são as condições financeiras da família, a opinião dos pais e a ausência de pesquisas e/ou informações acerca da profissão visada.

Condições financeiras

condicoes financeiras coaching vocacional

condicoes financeiras coaching vocacional

As condições financeiras que o jovem passa podem influenciar nas escolhas profissionais: o ambiente, ao mesmo tempo que pode obrigar o jovem a tomar uma série de decisões em relação a seu futuro, pode trazer dificuldades que impeçam a realização de inúmeros projetos seus (SCHULENBERG, 1984 apud LASSANCE et al., 1993).

Exemplificando, o jovem que tenha uma condição financeira não tão boa tende a priorizar as profissões que prometem os melhores salários. Já aquele que tem uma condição financeira mediana tende a escolher uma profissão visando ao sonho, ao salário ou até mesmo uma profissão que reúna ambos os quesitos. Por fim, aquele que possui uma condição financeira muito bem consolidada não possui a obrigação de sustentar sua família, o que lhe possibilita a maior liberdade de escolha profissional.

A questão financeira, além de interferir no momento inicial da decisão, também pode influenciar negativamente no momento de desistência do curso superior, seja porque a família precisa de mais recursos financeiros do que a profissão em tese proporciona, seja porque não mais possui condições para pagar e continuar no curso escolhido.

A situação financeira também aponta para uma interferência na escolha da universidade. A preferência é ingressar numa universidade federal ou estadual. Se não conseguirem, consideram o custo benefício das universidades mais baratas, com pagamento facilitado, ou das mais caras.

Influência familiar

Influência familiar

Influência familiar

Não se pode deixar à parte a influência que os familiares, parentes e, principalmente os pais, ainda exercem sobre as decisões dos filhos. Em muitas falas dos jovens, os pais mais do que enumeram profissões, seja porque querem que os filhos trabalhem em grandes empresas, seja porque querem profissões com prestígios na sociedade atual, seja porque sonham que o filho desfrute estabilidade. O que se percebe é que os pais depositam sonhos não realizados nos filhos ou que querem que a história deles se repita em seus herdeiros.

A influência que os pais podem exercer sobre os jovens é alta. Isto porque os filhos têm em mente que seguir sua própria vontade e contrariar os desejos dos pais seria uma forma de desrespeito ou de desobediência. Além do mais, os jovens ainda se veem vinculados e dependentes economicamente a eles, o que dificulta qualquer tomada de decisão divergente.

Exemplificando, esses são os motivos pelos quais um jovem que sonha em fazer artes plásticas acaba fazendo medicina; ou faz duas graduações distintas, sendo a primeira por causa dos pais e a segunda para realizar seu sonho; ou inicia uma graduação por causa dos
pais e, no decorrer do curso, desiste.

Ausência de pesquisas e/ou informações

ausencia de pesquisas coaching vocacional

ausencia de pesquisas

Uma pesquisa desenvolvida pelo projeto Guia de Profissões, da Divisão de Tecnologia Educacional da Positivo Informática, mostra que os jovens que estão prestes a escolher uma profissão, via vestibular, têm pouca iniciativa em buscar informações completas sobre o universo de cursos e carreiras. Somente 13% conhecem a maioria dos cursos, 64% têm pouca informação e 11% conhecem apenas o curso que desejam seguir. Na hora de se decidir por uma profissão, somente 8% dos jovens a consideram como uma missão de vida.

Pelo menos 66% levam em consideração suas habilidades e interesses, e 18% dos estudantes escolhem o curso pelo bom salário que possa lhe render profissionalmente. Menos de 10% procuram analisar o currículo do curso. O trabalho foi feito com 2.514 estudantes, de 181 turmas, da 7ª série do ensino fundamental ao ensino médio de escolas particulares inscritas no projeto, no mês de abril do ano 2011.

Essa pesquisa comprova que a maioria dos jovens não possuem informações suficientes para tomar decisões sobre a sua carreira profissional. Em decorrência disto, várias dúvidas surgem na hora de escolher um curso para fazer o vestibular, o que pode causar confusão e insegurança na hora de tomar uma decisão que pode definir muitos anos de sua vida.

Carreira

Carreira

Carreira

O conceito de carreira teve origem na Roma Antiga, na expressão via carraria, que em latim significava “estrada para carros”. Foi somente no século XIX que a
palavra “carreira” passou a significar “trajetória profissional”. Super (1985) foi um dos pioneiros das concepções de “carreira”, definida como a sequência de atividades ocupacionais e profissionais que uma pessoa executa durante a trajetória de vida, incluindo todos os momentos e os papéis que desempenha, em uma
sequência singular e intransferível, mas que segue um ordenamento previsível e determinado por estágios de vida.

A introdução de novas tecnologias e a globalização trouxe uma nova dinâmica na realidade da carreira. Os padrões de desenvolvimento profissional que a definiam até então desmoronaram: não há mais como estabelecer as etapas de ascensão profissional segundo critérios previsíveis e esperados. A carreira antes seguia uma direção vertical.

Ao ingressar em uma organização, previa-se o que podia esperar de cada cargo e quais as habilidades que ele exigia. Hoje, dentro das organizações públicas e privadas, existem outras diversas formas de crescimento. Portanto, a Orientação Profissional busca, neste contexto, acompanhar as atuais
mudanças do mercado, pois elas atingem de modo intenso o trabalhador.

Seu objetivo é desenvolver e encontrar novos modelos e novas estratégias que articulem e auxiliem o indivíduo a reconstituir seu vínculo com o trabalho, de modo que mantenha sua motivação, autoestima e entusiasmo elevados em relação à função que exerce. A possibilidade de inserção do coaching no currículo escolar O ordenamento jurídico brasileiro prevê, por meio da lei nº 9394/96, a existência de um currículo escolar com uma parte rígida, formada por matérias obrigatórias em âmbito nacional, e com uma parte flexível, composta por matérias que representem a necessidade atual da sociedade local, da cultura, da economia e dos educandos.

Art. 26. Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio devem ter base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos.

Art. 27. Os conteúdos curriculares da educação básica observarão, ainda, as seguintes diretrizes:[…] III – orientação para o trabalho;[…]

Trata-se, portanto, de mudanças e reformulações criadas para que a legislação do país pudesse acompanhar as mudanças ocorridas no seio da sociedade, principalmente em relação ao ambiente escolar e à capacitação para um satisfatório desempenho no trabalho. É nesse cenário que surge espaço para a orientação profissional e vocacional na grade curricular das escolas brasileiras.

A flexibilização de determinada parte do currículo escolar, bem como o interesse atual do mercado por pessoas bem preparadas e qualificadas, que desempenham aquilo que gostam e/ou têm habilidade, fazem com que o projeto de coaching nas escolas ganhe cada vez mais força.Ademais, traduz-se na oportunidade de levar aos jovens de ensino médio a descoberta de sua vocação por meio de uma orientação profissional adequada, para ajudá-los a escolher seu futuro profissional com assertividade, de modo com que planejem mais suas carreiras, tenham menos riscos de se decepcionarem e conheçam com mais detalhes determinados ambientes de trabalho. Em outras palavras, o que se pretende é que ferramentas e mecanismos de determinada especialidade sejam úteis, no ambiente escolar, para desenvolver pessoas e potencializar resultados, na busca da realização de um sonho e satisfação profissional.

O processo também pode ser comparado à compra de uma passagem aérea. Ao entrar no site da companhia aérea, a primeira informação que eles te pedem para consultar os vôos disponíveis é a origem; a segunda, o destino. O coaching age da mesma forma. Para se chegar a qualquer lugar na vida ou para conquistar qualquer coisa, deve-se saber, em primeiro lugar, onde você está. Isto porque não adianta saber aonde você quer chegar se não você sabe onde está.

E é justamente por isso que muitas pessoas não chegam a lugar algum: porque não conhecem seus sentimentos, suas emoções, suas habilidades, suas aptidões, suas dificuldades, seus sonhos e suas prioridades. Por outro lado, existe muita gente que até tem noção de onde está, mas não sabe exatamente para onde ir ou o que conquistar. Como alguém ficará satisfeito em chegar a algum lugar, se nem ao menos sabe para onde ir? Isso soa um tanto quanto contraditório.

Portanto, o coaching surge para definir, com muita clareza, o estado atual, o estado desejado e o plano de ação de determinada pessoa, para que consiga atingir seus objetivos pessoais e profissionais.

A história do Coaching

A história do Coaching

A história do Coaching

Na Inglaterra, por volta do século XV, o vocábulo coach era usado para nomear o profissional que conduzia carruagens. Mais tarde, esta pessoa responsável por levar pessoas de um lugar a outro começou a ser chamado de cocheiro (SALAS, 2014). No século XX, o coach passou a significar a pessoa do técnico, que treina e conduz atletas rumo à conquista de competições esportivas.

Na década de 70, Tim Galley, foi o primeiro técnico esportivo a usar a terminologia aqui empregada. Ele percebeu que seus atletas mantinham diálogos internos e que isso era o diferencial para impulsionar ou limitar o atleta para atingir o seu melhor desempenho, independente da sua condição física e técnica. Para potencializar seus recursos e atingir um alto desempenho, Tim trabalhou em sua equipe o que denominou de “jogo interno do tênis” (GALLWAY, 1970).

Mais tarde, após a observação dos resultados esportivos, as organizações decidiram investir nessa metodologia, levando o coaching para o desenvolvimento pessoal no âmbito empresarial.

Como funciona o coaching?

Como funciona o coaching?

Como funciona o coaching?

O Coaching Comportamental ou tradicional é um processo orientado à ação, focado em resultados específicos. Este movimento é promovido pelo relacionamento de total confiança entre o profissional treinador (coach) e o seu cliente (coachee). O Coaching Comportamental inclui avaliações, exames de valores, motivação,definição de metas bem elaboradas, amparados por um plano de ação muito bem construído.

O Coaching é voltado para desenvolver competências e remover bloqueios para que o resultado seja alcançado de forma constante, consistente e sustentável na vida pessoal e profissional. Já o Coaching 360 é a ampliação e a evolução do Coaching Comportamental (aquele tradicional), pois, além de usar todas as ferramentas e conceitos deste último, traz uma abordagem mais completa da vida, por meio da separação dos hemisférios do cérebro entre emocional e racional.

Hoje o Coaching 360 é tido no meio acadêmico e empresarial como a evolução do coaching por três motivos: a) alcance de resultados rápidos, profundos e
duradouros; b) trabalha o lado cognitivo e o emocional, o que permite a elaboração de novas crenças, bem como a eliminação de forças resistentes; e c) este método é completamente sistêmico, ou seja, trabalha todas as áreas da vida ao mesmo tempo.

Em vista disso cita-se: Atualmente, entende-se por Coaching uma metodologia que busca atingir metas, solucionar problemas, desenvolver novas habilidades, propiciar uma oportunidade de visualização clara dos pontos individuais, de aumento da autoconfiança, de quebra de barreiras de limitação para que as pessoas possam conhecer e atingir seu potencial máximo (DINIZ, 2005). O coaching possibilita, portanto, diversos ganhos na área pessoal e profissional e, por meio da autodescoberta, seria capaz de ajudar jovens na escolha da melhor profissão a ser por eles seguidas.

As bases científicas do coaching

As bases científicas do coaching

As bases científicas do coaching

O Coaching é composto por uma série de ferramentas baseadas em diversas ciências, o que lhe dá um caráter multidisciplinar, a seguir demonstrado. Essa multidisciplinariedade é o argumento idôneo para aceitação e sua implementação no âmbito escolar, por reunir elementos da Psicologia, da Filosofia, da Sociologia, da Pedagogia, da Administração, da Física Quântica e da Autoajuda, além de proporcionar ao jovem orientação profissional, vocacional e pessoal. O que pode parece certo oportunismo, em vista da questão do mercado editorial, principalmente, relativo à autoajuda; ou até mesmo um termo guarda-chuva, mas que ora especificamos a contribuição com cada área do conhecimento e disciplinas científicas.

Psicologia, em Rubstein (1972) e Goleman (1995)

Toda atitude que o homem toma, seja direta ou indireta, sempre é premeditada e criada em sua mente, ou seja, são ações mentais (representações simbólicas, projetos, programas). Durante o desenvolvimento psíquico, esses sinais e signos tornam-se cada vez mais generalizados e abstratos, e assim, segundo Rubstein (1972), o indivíduo destaca-se cada vez mais da realidade, ao mesmo tempo em que se une a ela cada vez com mais força.

Portanto, a Psicologia confirma que o homem é resultado da realidade que ele mesmo cria na sua mente. O Coaching entende da mesma forma e propõe que as imagens, comunicações e pensamentos internos sejam meios hábeis a mudar, para melhor, os resultados do mundo
externo.

Goleman (1995) vai além e enumera cinco habilidades que definem a inteligência emocional de cada pessoa: Auto-Conhecimento Emocional (reconhecer as próprias emoções e sentimentos quando ocorrem); Controle Emocional (lidar com os próprios sentimentos, adequando-os a cada situação vivida); Automotivação (dirigir as emoções a serviço de um objetivo ou realização pessoal); Reconhecimento de emoções em outras pessoas (reconhecer emoções no outro e empatia de sentimentos); e Habilidade em relacionamentos interpessoais (interação com outros indivíduos utilizando competências sociais). Sendo as três primeiras habilidades intrapessoais, essenciais ao autoconhecimento, ao passo que as duas últimas são habilidades interpessoais, relacionadas a organizações de grupos e negociação de soluções.

Fonte:

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